viernes, 24 de febrero de 2017

Madrileños en Lisboa (y II)




Ya hace tres años y medio que publicamos un texto muy especial. Era la carta que nuestra lectora y amiga Teresa escribía a sus sobrinos antes de que viajasen a Portugal. Teresa, gran viajera y conocedora como pocos del alma lusa, dedicó a sus sobrinos una especie de libro de instrucciones para adolescentes muy útil y perfectamente transpolable a cualquier edad y a cualquier madrileño que quisiera acercarse a conocer Lisboa.
En realidad era una Carta de amor a LisboaEn ella se decían grandes verdades, a veces duras, pero muy reales. No hablaba de tópicos sino simplemente de cómo llegar a conocer el alma de la cuidad y de los lisboetas.  
Ahora, a petición de Teresa, traemos de nuevo la Carta de amor a Lisboa pero esta vez traducida al portugués (*) por la traductora y fotógrafa Maria Lourdes Ribeiro para que escuchemos como suena este texto en la dulce lengua de Camões. Disfrutemos y aprendamos con  ella. 



CARTA DE AMOR A LISBOA

Para que a viagem seja inesquecível enamora-te de Lisboa: do seu povo e da sua luz, das suas cores e do seu ambiente, das suas ruas e praças, das suas fontes, dos seus miradouros, das suas escadinhas, dos seus parques e jardins... Vai-te ser muito fácil, Lisboa deixa-se amar!

Se não fizeres isso, quando regressares da tua viagem, só trarás uma quantidade de tópicos: que são tristes, que falam pouco, que estão desactualizados, que não era tão barato quanto esperavas.... E sem teres apreciado o que, verdadeiramente, deve de ser visto, o que nos une e o que nos separa... não te terás aproximado da alma portuguesa.





Viaja nos seus eléctricos, sobe nos elevadores, e dos seus miradouros percorre com os olhos todos os seus bairros; anda de barco e de combóio, o metro irá surpreender-te com as suas estações impressionantes e originais, o teleférico no Parque das Nações... atravessa as pontes e os seus arcos, contempla as estátuas ilustres e populares.





Abeira-te do Rio Tejo, e deixa-te acariciar pela sua brisa... até te pode surpreender uma chuvada de Verão... logo virá o Sol, esse Sol dourado de Lisboa ao entardecer...





Não vás como um turista reivindicativo e ruidoso, não te aches com direito a tudo porque pagas; não penses que têm a obrigação de te entenderem, o seu idioma é o português -em Paris ou em Londres não o exigirias- Pede as coisas por favor, com um sorriso, e agradece "muito obrigado", cumprimenta com um "bom dia" ou "boa tarde" e vão atender-te amavelmente. Dificilmente encontrarás um português indelicado, se ocorrer, pensa que pode ser que estejas pagando por outros que terão sido arrogantes...

Perguntas-me se não têm defeitos?!!! Sim, terão certamente, mas os olhos enamorados não os vêm como tal, e em caso algum os divulgam.

Ah, lembra-te que estão orgulhosos de serem portugueses (nisto podem dar-nos lições). Diz Luís Figo: "Eu sou português". É um povo sensível, dizem que pequeno, pacífico; os portugueses só tiveram uma guerra civil e a revolução mais terna da história em que os militares em cima dos tanques meteram cravos nas espingardas para não dispararem.





Voltemos a Lisboa:

Encantar-te-á a luz da manhã e da tarde brilhando nas suas fachadas de azulejos de tantas cores, ver o pôr do Sol no mar. Brilhante, o Tejo te encantará ao cruzá-lo de carro pela Ponte 25 de Abril ou pela via férrea ou a bordo de um cacilheiro cheio de portugueses que voltam do trabalho ou das compras e com alguns turistas como tu! Não há nenhum rio peninsular onde se veja isto, nem em sonhos !!!





Podes contornar a orla do Tejo seguindo a via dos caminhos de ferro até Cascais que é, nem mais nem menos, que o Oceano Atlântico ou pelo interior até Sintra -uma maravilha!





Compreendo que já estás fascinado com tanta beleza... e quase não vimos nada de Lisboa.

Vamos descansar sentados num café no Rossio, por exemplo, ou num restaurante se forem horas de comer ou de jantar, de preferência onde comem os portugueses, que sabem comer bem e económico...





Deixa espaço para os pastéis... Falando de pastéis: Vamos a Belém.





A Torre de Belém vai-te deslumbrar, rodeada pelo rio, como se fosse um castelo de fadas moldado na areia por uma criança, por ti mesmo quando eras pequeno.




Passeia até ao Monumento dos Descobrimentos e admira as suas figuras históricas tão humanas e contempla a Ponte 25 de Abril desde a Esfera Armilar, aproxima-te da Rosa dos Ventos e com os teus próprios pés vê se pões um em Lisboa e o outro em Madrid. Que perto que estamos!

Tira uma foto, tira muitíssimas fotos: são lugares demasiado belos para guardares somente na tua memória.





Senta-te um pouco e pensa: Como não ter "saudade" se a sua história foi sair pelo Mundo e descobrir terras desconhecidas ou sair pelo Mundo para ganhar a vida?! É um povo de emigrantes. É um povo trabalhador.


Seguimos para Belém: Tira o chapéu ante a fachada do Mosteiro dos Jerónimos! e não te digo nada quando entrares na sua Igreja! Maravilhosa!
Descansa no jardim e come um pastel (de Belém).






Depois apanha o "eléctrico 15" até à Praça do Comércio, percorre-a, entra na Rua Augusta pelo seu grande Arco e quando vires o Castelo de S.Jorge contempla-o. Da sua muralha, alguém te está vendo a ti.





Procura o Elevador de Santa Justa, sobe-o e admira, do seu terraço, toda a Lisboa e as cidades da outra margem do Tejo. Há uma dezena de miradouros oficiais embora toda a Lisboa seja um miradouro.


Estás na Praça da Figueira ou no Rossio. Que praças! Olha atentamente o chão. É a calçada à portuguesa. E podemos pisá-la... não se estraga!!!




Segue descobrindo esta cidade em que Miguel de Cervantes teve amores com uma misteriosa e bela lisboeta. Que amantes de Don Quixote de La Mancha são estes portugueses!

E conforme vais conhecendo esta terra, mais quererás saber do seu idioma, da sua cultura, das suas canções, do seu modo de ser e de viver ... e porque motivo têm tanto receio dos espanhóis, e algum dia, quando tiveres voltado muitas vezes, lamentarás que a história nos tenha separado de tal maneira que vivamos de costas voltadas.


Quando regressares a casa, vendo as fotos, pensa no sítio de Lisboa que mais te emocionou e promete a ti mesmo voltar ali, algum dia, com a pessoa amada. Isto é Saudade!





Se a viagem te tocou bem no fundo, quando falares com os teus amigos não serás como esses turistas que julgam que conhecem Lisboa -e Portugal inteiro- depois de passarem um fim de semana metidos num autocarro cheio de espanhóis com um guia que lhes explica em espanhol o que vêm através do vidro.





E para preparar a próxima viagem a Lisboa, ao Porto, a Évora, a Viana do Castelo, a Aveiro, a Guimarães, a Coimbra, a Setúbal, a Espinho, à Nazaré, a Amarante... à Madeira ou aos Açores lê os autores portugueses.





Dizia José Saramago na "Viagem a Portugal" que o viajante voltava aos lugares para ver de noite o que viu de dia, com sol o que viu com chuva, no verão o que viu no inverno... Não queiras ver tudo: deixa pendente sítios imprescindíveis para teres que voltar.





Felipe Mellizo, que era uma boa pessoa, jornalista espanhol, amante de Portugal, dizia que LISBOA é o derradeiro destino dos espanhóis que foram bons nesta Vida ...




Esta carta en portugués es el resultado de una gran amistad ibérica entre Teresa y Maria Lourdes y bien podría simbolizar el inicio de una meta por alcanzar de Amistad/Amizade entre nuestros pueblos, como la que D. Miguel de Unamuno tuvo en su gran amigo portugués Teixeira de Pascoaes; la que José Saramago tuvo en Pilar del Río, algo más que un pilar de apoyo español... 

... Carlos V e Isabel; Felipe II y Ruy; Fernando VI y Bárbara; Alice y Ernesto; Almada y Ramón; Lidia y José... 

... Cristina y David; Catarina y Fernando; Filipa y David; Joana y Alberto, Catarina y Alejo, Filipa y Antonio... 

Todas son historias de amor y de amistad, de pessoas que han trabajado y trabajan hoy por el proyecto de Amistad/Amizade entre los pueblos ibéricos a partir del conocimiento y la amistad entre sus habitantes. 

¡Sigamos trabajando por él! 


(*) Esta traducción no sigue el AO (Acuerdo Ortográfico) y para su publicación hemos respetado íntegramente el texto recibido.


IMÁGENES:

Maria Lourdes Ribeiro
Pessoas en Madrid (1, 9, 10, 12)


AGRADECIMIENTOS:

A Teresa Sánchez Lázaro, por su complicidad en todo este asunto.
A Maria Lourdes Ribeiro, por el perfecto resultado de esta difícil "encomenda".


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viernes, 17 de febrero de 2017

Iberismos.com




Por fin algo se mueve entre Portugal y España. El 14 de noviembre de 2015 nació una atractiva página web portuguesa, que vive en Madrid y tiene corazón ibérico. Esa imagen del Duero entre dos orillas iguales, donde un lado parece abrazar al otro y que en el siguiente meandro ocurrirá lo contrario, lo dice todo. La página se llama Iberismos.com

Catarina, su creadora, reside en Madrid, porque aquí creó su familia. Me propuso conocernos, intercambiar impresiones y afinidades, que eran muchas, en el clásico madrileño Mazarino (no en vano Jules Mazarin, una de las figuras más representativas de la Francia de Luis XIV, fue cardenal, diplomático, gran negociador y estuvo al servicio de los principales poderes europeos, el papa y la corona de Francia).

A Catarina le entusiasma promover la cultura, el arte, los atractivos turísticos de Portugal y España, dar a conocer y divulgar lo mejor de ambos países y crear un punto de encuentro entre un lado y el otro de la frontera.

Consciente del desconocimiento mutuo que persiste entre nosotros, desea crear una unión ibérica pero NO desde la acepción política del término iberismo sino desde el acercamiento de nuestras culturas, del arte y el turismo.

Piensa que el enriquecimiento mutuo vendrá tendiendo puentes, creando nuevos lazos, reforzando los existentes y promoviendo el diálogo entre estos dos países hermanos e incluyendo también el mundo de la lusofonía y el de los países de habla hispana. Y tiene razón.

Su página es muy enriquecedora porque puedes entrar en ella desde el lado portugués - Si vas a Portugal- o desde el español -Si vas a España- , en un idioma o en otro:

  • Si entras desde el lado español encontrarás los últimos eventos relacionados con la cultura portuguesa en España.

  • Si entras desde el lado portugués encontrarás los últimos eventos relacionados con la cultura española en Portugal.
Pessoas en Madrid, que tiene actualmente (a pesar del poco tiempo libre para su dedicación) un proyecto a punto de ser editado y algún otro en cartera de los que os iré informando, tiene ahora un magnífico aliado y futuro relevo en Iberismos.com para continuar su anhelada ilusión de acercar estas dos culturas tan ricas y apasionantes. 

Pessoas en Madrid dio y seguirá dando un repaso a las fructíferas relaciones históricas entre ambos países ibéricos. Iberismos.com os mostrará la mas viva actualidad de estas relaciones.

 ¡No os lo perdáis!





Imágenes: Iberismos.com

lunes, 14 de noviembre de 2016

Saramago por Vhils, en Puerta de Toledo

Vhils ante el retrato de José Saramago. Foto: Madrid.es

Dentro de los ya anunciados actos de la nueva edición de Cultura Portugal 2016 (antes Mostra Portuguesa) el artista portugués Alexandre Farto, Vhils, ha concluido su gran mural en la Glorieta de Puerta de Toledo dedicado al escritor José Saramago.

Es una obra de 8 x 8 m de dimensión ejecutada con la técnica de cincelado con martillo neumático sobre un muro
 de la fachada del antiguo Mercado de Pescados de Puerta de Toledo, actual sede de la Universidad Carlos III. Se ha realizado en colaboración con la Embajada de Portugal, la Universidad Carlos III de Madrid y la Junta del Distrito Centro.

Imagen durante el proceso de ejecución. Foto: Madrid.es

El mural forma parte del plan de mejora del paisaje urbano en el Distrito Centro y le seguirán otros cinco en el centro de Madrid, siendo el próximo el que
 se llevará a cabo en la Plaza Nelson Mandela y se realizará en colaboración con la Embajada de Sudáfrica.

Según ha señalado María Sol Mena, directora general de Intervención en el Paisaje Urbano y el Patrimonio Cultural, es un homenaje de Madrid a este escritor que ha sido tan portugués como español. Por eso queríamos que tuviese un lugar en el centro de Madrid.

En ese sentido el valor del lugar elegido está también vinculado a la relación de Saramago con la Universidad Carlos III en la que fue nombrado Doctor Honoris Causa, 
al igual que por la Universidad Autónoma de Madrid.

Personalidades asistentes a la presentación del mural. Foto: Madrid.es

En la presentación de la obra el embajador de Portugal en España ha subrayado que es todo un honor que la cara y los ojos de alguien que ha escrito tantas obras maestras esté en el centro de Madrid y en especial en el muro de la sede en Madrid de la Universidad Carlos III. En el acto también ha estado presente la viuda del escritor y presidenta de la Fundación José Saramago, Pilar del Río.

Finalmente, recordemos que Vhils es un artista de reconocido prestigio internacional, licenciado por la universidad de las Artes de Londres, ha expuesto en galerías de Hong Kong, Londres, Brasil y Shanghái, entre otros, y ha colaborado también en importantes proyectos artísticos internacionales como 'Look at Porto' o 'Keith Haring 1978-1982'.


Retrato de Saramago por Vhils en Puerta de Toledo. Foto: Rafael Martín


Podéis ver aquí el vídeo del acto de presentación del espléndido mural.





Fuentes:

Madrid.es
Telemadrid
Rafael Martín Moyano

jueves, 10 de noviembre de 2016

El Cristo del Consuelo, otro Pereira en Madrid.


La iglesia del Inmaculado Corazón de María (Padres Claretianos) de la calle de Ferraz atesora otro magnífico Cristo del escultor portugués Manuel Pereira.

Se trata de la imagen del Cristo del Consuelo, también conocida como Cristo de Quintanar que, según la tradición, habló a San Antonio María Claret cuando este rezaba en la capilla de los Marqueses de Quintanar.  


La imagen se encuentra en una capilla situada a los pies del templo y según reza una lápida a la entrada de la misma se puede leer:

ESTA MILAGROSA IMAGEN LLAMADA VULGARMENTE SANTISIMO CRISTO DEL CONSUELO se veneraba en la capilla del palacio de los marqueses de Quintanar de Segovia donde según una tradición fidedigna habló a San Antonio Mª Claret mientras oraba devotamente ante ella.


Sobre la procedencia de la bellísima imagen y su traslado hasta el corazón del barrio de Argüelles da fe otra lápida situada a la entrada de la capilla, en la jamba opuesta a la anterior, que dice:

SANTISIMO CRISTO DE QUINTANAR con la anuencia y generosidad del actual marqués de Quintanar Excmo. Sr. D. Fernando Gallego de Chaves ha sido donado a la Congregación de Misioneros Hijos del Inmaculado Corazón de María para su culto y veneración.

Fue, por tanto, el VIII marqués de Quintanar D. Fernando Gallego de Chaves y Calleja  (1889-1974) quien donó la talla a la Parroquia del Inmaculado Corazón de María entre los años 1953 y 1958. La talla del siglo XVII, en madera policromada, fue restaurada por Florentino Trapero en 1958.

Aunque el Cristo del Consuelo pertenece al grupo de "tres clavos" guarda gran similitud con el Cristo del Olivar, del grupo de "cuatro clavos", en la posición y ángulo de los de brazos y  en la idéntica expresión de serenidad del rostro, tan característica en la obra del admirado escultor portugués.





ARTÍCULOS RELACIONADOS:



Fotos:

Pessoas en Madrid
lahornacina.com, Semblanzas.

Fuente:

ABC

miércoles, 26 de octubre de 2016

Cultura Portugal 2016



Este otoño, Portugal regresa de nuevo al panorama cultural madrileño y de España. Se trata de la XIV edición de ‘Cultura Portugal’, la muestra de cultura del país luso que cada año ofrece los mejores artistas del país luso a España.
Aunque con un nombre diferente, antes denominada ‘Mostra Portuguesa’, mantiene intactos su espíritu y objetivos: ofrecer y divulgar una imagen completa y global de la realidad cultural portuguesa, a través de su industria y creadores artísticos.

Desde el año 2003 es una iniciativa de gran importancia tanto para España como para Portugal, que fomenta el intercambio entre ambos países a través de diferentes disciplinas.


 El gran escaparate cultural de Portugal quedará reflejado en las diversas actividades como la música, las artes plásticas, la fotografía, el teatro o el cine, entre otros, que permiten una mirada caleidoscópica de la tradición portuguesa en lo que a arte se refiere.


Así, la conocida tradición del azulejo o la literatura estarán muy presentes en esta edición de ‘Cultura Portugal’, que promete ser un fiel reflejo de la cultura lusa.



Habrá una intensa y diversificada representación en el área de la música, con artistas tan reconocidos como Rodrigo Leão y José Cid.





Fernando Pessoa tendrá una presencia destacable en el Círculo de Bellas Artes, con una representación teatral, una exposición y un ciclo de cine.



El rostro de José Saramago, a través del talento del artista plástico VHILS, pasará a formar parte del patrimonio urbanístico madrileño, y será también recordado con una exposición fotográfica de João Vilhena, “La Ventana de Saramago”.



Se hablará de las relaciones entre las poesías peninsulares, en encuentros entre poetas españoles y los lusos Ana Luísa Amaral y Nuno Júdice.

El vencedor del premio FAD 2016, el arquitecto João Mendes Ribeiro, nos dará a conocer su proyecto ganador.

Desde la embajada de Portugal, entidades públicas y privadas, nacionales e internacionales, se intenta promocionar y dotar a la cultura de una mayor visibilidad y situarla en el lugar que le corresponde pues, a pesar de toda la riqueza en este sentido existente en Portugal, a veces es desconocida por parte del público español.

Una oportunidad inmejorable para acercarse a la cultura portuguesa, un país con casi 900 años de historia, y en el que confluyen varias influencias resultado de las diversas civilizaciones que poblaron su territorio y que le aportan un riquísimo y vasto patrimonio cultural que merece la pena conocer.


Una ocasión para reforzar los innegables lazos de unión y amistad entre España y Portugal.


Podéis consultar la programación completa pinchando aqui.







Fuente de texto fotos: culturaportugal.com

lunes, 4 de abril de 2016

Carambola luso-cervantina

Supuesto retrato de Cervantes atribuido a Juan de Jáuregui


Con motivo del cuatrocientos aniversario de la muerte de Miguel de Cervantes  (Alcalá de Henares, 29 de septiembre de 1547 – Madrid, 22 de abril de 1616) nos acercamos a la gran exposición conmemorativa dedicada al autor de El Quijote titulada "Miguel de Cervantes: de la vida al mito (1616-2016)".

Entre los muchos documentos esclarecedores que se exponen para conocer mejor su vida encontramos un elogio de la ciudad de Lisboa, incluido en su obra póstuma del Persiles. El contexto del relato hay que situarlo cuando Cervantes sigue los pasos de Felipe II hacia Lisboa, desde la primavera de 1581 a la de 1583, donde el rey habría de ceñirse la corona lusa. Allí encaminará sus pasos, sus ilusiones y pretensiones de una merced.

Dice así el certero elogio:
-Agora sabrás, bárbara mía, del modo que has de servir a Dios, con otra relación más copiosa, aunque no diferente, de la que yo te he hecho; agora verás los ricos templos en que es adorado; verás juntamente las católicas ceremonias con que se sirve, y notarás cómo la caridad cristiana está en su punto. Aquí, en esta ciudad, verás cómo son verdugos de la enfermedad muchos hospitales que la destruyen, y el que en ellos pierde la vida, envuelto en la eficacia de infinitas indulgencias, gana la del cielo. Aquí el amor y la honestidad se dan las manos, y se pasean juntos, la cortesía no deja que se le llegue la arrogancia, y la braveza no consiente que se le acerque la cobardía. Todos sus moradores son agradables, son corteses, son liberales y son enamorados, porque son discretos. La ciudad es la mayor de Europa y la de mayores tratos; en ella se descargan las riquezas del Oriente, y desde ella se reparten por el universo; su puerto es capaz, no solo de naves que se puedan reducir a número, sino de selvas movibles de árboles que los de las naves forman; la hermosura de las mujeres admira y enamora; la bizarría de los hombres pasma, como ellos dicen; finalmente, esta es la tierra que da al cielo santo y copiosísimo tributo. (Capítulo I, del libro III)

En estos días también se habla mucho de la madrileña Plaza de España, de su futura remodelación y el incierto destino del monumento a Cervantes si es, finalmente, confiado al juicio de una participación ciudadana mal concebida.



El monumento de la plaza de España a Miguel de Cervantes tiene su frente oeste o principal orientado hacia la Cuesta de San Vicente y forma un conjunto con la fuente mural adosada a la cara oriental del grupo escultórico, Fue fruto de un concurso que ganaron los arquitectos Rafael Martínez Zapatero y Pedro Muguruza Otaño y el escultor Lorenzo Coullaut Valera, iniciándose las obras en 1925 y concluyéndose provisionalmente en 1930 (con exclusión de algunos elementos y la posterior adición de otros en las décadas de los cincuenta y sesenta).

Complementa el conjunto una fuente monumental adosada a su frente posterior y oriental, de carácter mural, frente al Edificio España. Es reconocida como Fuente del Idioma Castellano por las simbólicas y directas alusiones a la Literatura y al Lenguaje, lo que refuerza la relación con el monumento al escritor, cuyas obras fueron las principales divulgadoras del idioma castellano y, por extensión, del español. 



La fuente está ornamentada con diversos motivos arquitectónicos y escultóricos, una figura femenina en la cúspide y dos alegorías masculinas en las orejas del hastial.

La figura femenina es la alegoría sedente de la Literatura, que preside todo el conjunto de la fuente desde su coronación en el eje de la misma. Peinada, vestida y adornada según los usos de la época como una mujer de la aristocracia o la realeza, se sienta en una suerte de trono de líneas geométricas neorrenacentistas y apoya sus pies en un cojín con borlas sobre un basamento curvo. Mientras la mano derecha apoya en su regazo, la izquierda sostiene un libro abierto.

Las figuras laterales representan las alegorías masculinas de los dos rasgos más característicos de lo español en tiempos cervantinos: el Misticismo a la izquierda y el Valor Militar a la derecha. Ambas figuras están desnudas, aunque la militar lleva, cual representación de Marte, un casco y un escudo, y a los pies, figuraciones frutales.

Pero la carambola luso-cervantina se produce en esta figura femenina alegórica de la Literatura.

Si Miguel de Cervantes quedó fascinado con la ciudad de Lisboa y sus damas, llegando a decir "Para galas Milán, para amores Lusitania", resulta tremendamente curiosa la elección, en época contemporánea, de una dama portuguesa para representar la alegoría de la Literatura, empleando como modelo iconográfico el de la emperatriz Isabel de Portugal y su imagen más fiel, creada al alimón entre el emperador Carlos y Tiziano.





No hemos encontrado más documentación sobre la elección de la emperatriz Isabel de Portugal como modelo de esta alegoría que pueda arrojar algo de luz sobre el asunto. Nos quedamos con el modelo de virtudes que representa esta dama y con la historia de amor real protagonizada por la pareja imperial como posible fuente de inspiración literaria en época cervantina.



Fuentes:

monumentamadrid

Museo del Prado

viernes, 19 de febrero de 2016

Al-Mu'tamid



Al-Mutamid, Rey de Sevilla, nacido en Beja (Alentejo) y príncipe regente de Silves (Algarve)fue el poeta-rey del Al-Andalus, de los reinos de Taifas del siglo XI.

El lunes 22 de febrero a las 20.30 h. se presenta en España, en el Círculo de Bellas Artes de Madrid, un espectáculo novedoso y muy atractivo procedente de Portugal y Marruecos.

Es actual porque persigue la recuperación del patrimonio histórico-musical mezclando música andalusí, marroquí y portuguesa moderna con imágenes actuales que recorren los lugares por donde pasó Al Mutamid.

AL-MU'TAMID, EL POETA REY DEL AL-ANDALUS es un espectáculo audiovisual que tiene como principal objetivo iluminar en el presente un territorio cultural común a través de la vida y obra de El Poeta Rey de los reinos de Taifas.


Un ensemble de músicos portugueses, españoles y marroquíes cantan sus poemas en las lenguas de los tres países herederos del legado andalusí:


Filipe Raposo, Janita Salomé y Quiné Teles de Portugal.

Eduardo Paniagua y César Carazo de España.

El Arabi Serghini y Jamal Ben Allal de Marruecos.

Música andalusí (canto en árabe), Música medieval y tradicional andaluza (cantada en español), música del Alentejo y nueva creación (cantada en portugués) con poemas de Mutamid.

El concierto está acompañado de la proyección de imágenes que documentan el viaje por el territorio de la vida del Poeta Rey, actualizando el imaginario de una relación territorial y cultural secular.

Al-Mu’tamid Ibn Abbâd es considerado el más brillante poeta de Al-Ándalus en el siglo XI. Nació en Beja en 1040 y fue príncipe regente en Silves, ambas ciudades situadas hoy en territorio portugués. Entre 1069 y 1090 fue Rey de El Reino Taifa de Sevilla, sucediendo a Al-Mu’tadid, su padre. Después de haber sido destronado en 1091 por la dinastía Almorávide, la cual pasó a controlar todo el sur de la Península Ibérica, fue exiliado en Tánger y después llevado para Aghmat, 18 km al sur de Marrakech, Marruecos. Allí pasaría los últimos años de su vida, preso y desterrado, acabando por fallecer en la mayor de las miserias en 1095. 

Lo que es especial en su condición de poeta es haber sido también Rey, lo que en aquella época le permitió escribir con gran libertad sobre él mismo y el mundo en que vivió. Escribió a lo largo de toda su vida, incluso después de ser destronado y despreciado; y lo hizo de forma tan abierta e intemporal, que parece estar susurrándonos a la luz de la contemporaneidad, las cuestiones más esenciales del ser. Es esa la razón por la cual sus palabras todavía hoy, pasados diez siglos, nos tocan profundamente, compartiendo con nosotros la intimidad y presencia de un espíritu envuelto en sensibilidad, sensualidad y pasión por vivir.


Madrid, Circulo Bellas Artes, lunes 22 de febrero de 2016, 20:30h. Datos del espacio, entradas y mas información
:




AGRADECIMIENTOS A:

ELENA ROMERO y EDUARDO PANIAGUA, por facilitarme toda la información.

martes, 5 de enero de 2016

Domingos Carvalho

Catalina de Austria, reina de Portugal, como Santa Catalina.
Domingos Carvalho. Fuente: Museo del Prado.


La enciclopedia online del Museo Nacional del Prado dice de él:

Carvalho, Domingos (siglo XVI). Pintor portugués. No se tienen noticias ni de su biografía ni de su trayectoria artística. Su nombre es conocido por la firma que aparece en la obra de su mano que se conserva en el Museo del Prado.




La obra representa a Catalina de Austria, reina de Portugal, como Santa Catalina. 

Se trata de un óleo sobre tabla de 78 x 60 cm de dimensión, con número de catálogo P01320. No está expuesto y su procedencia es: Convento Real de Santa María de los Ángeles, de franciscanas clarisas de Madrid y el Museo de la Trinidad.

Pero los datos de catalogación de esta obra que hoy podemos ver en la enciclopedia online del Museo Nacional del Prado hace dos años tenían un error de tres siglos que convertían al pintor renacentista portugués en un pintor historicista del siglo XIX.

La oportuna propuesta de revisión y posterior modificación del error se lo debemos a Concha (autora del magnífico blog Cuaderno de Sofonisba, amiga y lectora nuestra) y accidentalmente a nosotros mismos ya que a partir de una imagen y un título que la enviamos como aportación a su artículo Catalina de Austria, reina de Portugal, hizo que el innato buen hacer investigador de Concha detectase rápidamente el fallo de catalogación.


En uno de sus últimos artículos titulado Catalina de Austria, reina de Portugal - 2 retratos, que no podéis dejar de leer, explica de manera fehaciente toda su línea de investigación.

Por otro lado, nos complace enormemente descubrir, como demuestra Concha, que aquel retrato de la reina Catarina de Austria hiciese parte del inventario del Convento Real de Santa María de los Ángeles pues hace algo más de tres años nos ocupamos en estas páginas de la fundadora de este y algunos conventos más, Leonor de Mascarenhas, con el subtítulo de Aya de Felipe II y promotora conventual.


Retrato de Dª Leonor de Mascarenhas.
Foto: Cuaderno de Sofonisba.



De esta manera, Catalina reina de Portugal, su sobrino Felipe II y el aya de este quedan unidos por uno de aquellos retratos familiares que, como las fotografías de ahora, fue enviado probablemente desde Lisboa a Madrid para engalanar los muros de uno de los conventos madrileños de patronato real fundado en 1564 por Leonor de Mascarenhas.




FUENTES:

MUSEO DEL PRADO
Cuaderno de Sofonisba

miércoles, 23 de diciembre de 2015

¡Feliz Navidad 2015!


Desde el centro de este cálido establo, con la mirada puesta en lo esencial, con el deseo de que renazca el Amor en todos los corazones, como ocurre todos los años, como debe ser cada día.

¡Feliz Navidad para todos!

¡Y todo lo mejor para el Nuevo Año 2016!

lunes, 14 de diciembre de 2015

¡Cumplimos cuatro años!

F. Pessoa con más de cuatro años.
Foto: Casa Fernando Pessoa. Lisboa

Bueno, en la foto tengo seis años pero desde que cumplí los cuatro se me ha quedado esa expresión entre circunspecta y meditabunda tan característica mía y que dará resultados tan sorprendentes...


En este cumpleaños no nos vamos a fijar en las cifras de visitas alcanzadas, que por otro lado no están nada mal, sino en los objetivos cumplidos a pesar de la dificultad que supone disponer de mucho menos tiempo que en los tres años anteriores.

Por eso queremos seguir agradeciendo de corazón a los seguidores, lectores y amigos (reales y virtuales) que, con paciencia, siguen apoyándonos e interesándose por este blog.

Este año hemos revisado nuevos y antiguos artistas plásticos, músicos, escritores y poetas portugueses que pasaron por Madrid. Hemos seguido nuevas huellas portuguesas en la historia y la política madrileña desde el siglo XV hasta los días actuales. 

Algunas importantes exposiciones de Madrid y Lisboa nos han proporcionado interesante material, incluso relacionado con el reciente episodio de la búsqueda de los huesos de Cervantes en el convento de las Trinitarias

Pessoas en Madrid ha estado presente en la U.A.M. y en la Biblioteca Nacional de España participando en un coloquio internacional con el nombre de Almada Negreiros en Madrid.

¡Hasta la santa andariega nos ha regalado un relato asombroso desde su epistolario relacionado con la política ibérica en el año del quinto centenario de su nacimiento!

Y por supuesto no nos hemos olvidado del deporte, la gastronomía, los espectáculos, etc.



Por todo ello, y a pesar de tener que cambiar la frecuencia de las publicaciones, queremos seguir en el empeño de acercar culturas y sensibilidades superando clichés y suspicacias, de conocer mejor la historia común de nuestros países ibéricos, de lograr conocernos y entendernos más y mejor.



Muchas gracias por estar ahí y por vuestro gran apoyo.

Un fuerte abrazo a todos.